Nova base curricular do Brasil é aprovada sem ideologia de gênero

Frente Parlamentar Evangélica comemora “vitória” na mudança da BNCC. Após meses de debate, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou nesta sexta-feira (15/12/17) a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que define os parâmetros a serem seguidos por escolas de ensino infantil e fundamental em todo o país. Foram 19 votos favoráveis e 3 contrários.

A BNCC é prevista no Plano Nacional da Educação e na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que estabelece tanto as competências quanto as habilidades esperadas dos alunos. Falta apenas ser homologado pelo Ministério da Educação.

As escolas, devem começar a adaptar seus currículos já no ano que vem, mas os novos critérios serão obrigatórios apenas em 2020. Há uma determinação para que estados e municípios criem seus próprios currículos para as redes estaduais e municipais.

Contrariando muito do que foi estabelecido nos anos em que o Partido dos Trabalhadores esteve no poder, a nova versão da BNCC traz normas para o ensino religioso e a retirada de menções a “questões de gênero”.

O ministro da Educação, Mendonça Filho, acredita que o novo texto é “plural e contemporâneo” e que terá “papel crucial na melhoria da qualidade e da equidade da educação no Brasil”.

A supressão das menções a questões de gênero e orientação sexual foi considerada uma vitória pela Frente Parlamentar Evangélica, presidida pelo deputado pastor Takayama (PSC/PR).

Em nota ao Gospel Prime diz: “Não baixamos a guarda. Não descansamos e nem dormimos!  A Frente Parlamentar Evangélica, juntamente com as Frentes Católica e Em Defesa da Família se uniram e conseguiram essa grande vitória! Foi o primeiro passo! Não esmoreceremos. As orientações sobre identidade de gênero serão discutidas pela comissão do CNE – Conselho Nacional de Educação! E nós estaremos lá. Não vamos deixar que confundam nossas crianças!  O Ensino religioso, também por pressão nossa, ganhará diretrizes sobre o que deve ser ensinado do 1º ao 9º ano. Fizemos isto por todas as crianças e famílias cristãs do nosso Brasil!”.

Por Jarbas Aragão

Com informações de Gazeta

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