Movimento cores

Nunca se falou tanto em homossexualidade como nos últimos tempos. Mudanças nas leis, debates e casos de violência estampam as capas dos noticiários. Muitas famílias não sabem como agir. E a nossa igreja? Como lida com o assunto? Trabalhando.

Na Lagoinha Savassi é realizado o “Movimento Cores”. O local foi escolhido estrategicamente, já que o bairro é conhecido como um dos mais famosos pontos de encontro do público LGBT’s (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) de Belo Horizonte. O trabalho se baseia em Gênesis 9.16 que fala da aliança de Deus com toda a humanidade, o que inclui os homoafetivos.

O “Movimento Cores” oferece aconselhamento bíblico, discipulado, grupo de apoio e esporte para quem deseja desenvolver um relacionamento com Jesus Cristo. A líder do projeto, Priscila Coelho, é missionária e apresentadora do programa Amplificador da Rede Super, veio do contexto da homossexualidade e tem como principal finalidade levar o conhecimento da Palavra de Deus aos corações, de maneira que gere entendimento e transformação.

Aproximadamente 200 pessoas, entre homoafetivos, travestis, transgêneros e transexuais são acompanhados hoje pelo projeto, que iniciou suas atividades em dezembro de 2014. Com visual e linguagem moderna, Priscila não tem grandes dificuldades em se aproximar de diferentes tribos urbanas, porém, por ter vivido dezesseis anos no contexto da lesbianidade e ter sido transformada pelo poder de Cristo, compreendendo a mensagem do calvário, decidiu focar seu trabalho no público LGBT’s. “Meu desejo é levar o amor e o conhecimento de Jesus Cristo para eles. Eu experimentei a exclusão de um relacionamento com Deus e em comunidade e quero que eles tenham o acesso que eu não tive”, afirma Priscila.

Toda segunda-feira, às 20 horas, os participantes se encontram para discutirem temas contemporâneos do contexto LGBT’s, mas principalmente, o que a Bíblia ensina e diz sobre tais temas. O encontro é chamado de “Grupo Alegria”. As quartas-feiras, também 20 horas, são reservadas para o “Grupo Entendidos”, reuniões com caráter de profundo estudo bíblico, valores e práticas da vida cristã, com direcionamento para a área da homossexualidade. Já às quintas, acontece o “Parada Cores”, um encontro que mistura arte, Palavra e aplicações práticas. O horário é alternativo, 22 horas, para atender aqueles que trabalham e estudam. Há também atendimentos pastorais individuais que são realizados de segunda a sexta, mediante agendamento.

E não para por aí. As atividades do Movimento Cores ultrapassam as paredes da Lagoinha Savassi. O “Cores em Casa”, por exemplo, é uma reunião que acontece uma vez por mês na residência de algum participante. O “Cores Família” oferece suporte e aconselhamento aos pais e parentes mais próximos dos homossexuais. São realizados também os evangelismos em locais de concentração desse público. A ideia é mostrar Cristo por meio de atitudes e desenvolver um vínculo de amizade e confiança. Tem ainda o “Cores Futebol Clube” que é uma forma de atrair as pessoas mais resistentes ao ambiente congregacional. “Muitos não querem ir às reuniões porque acontecem em uma igreja. Eles vêm jogar bola com a gente nos fins de semana, vão gostando, se enturmando e acabam aparecendo em nossa Lagoinha. É o começo de uma transformação por meio do amor” de Cristo, o único capaz de alcançar o coração de uma pessoa e levá-lo a compreender a mensagem da cruz, afirma Priscila.

Cida é um dos exemplos de transformação colhido pelo projeto. Acompanhada e cuidada pelo “Movimento Cores” há um ano e seis meses, já se prepara para o batismo nas águas que será ainda este mês e, emocionada, conta sua experiência: “Antes, eu era vazia de Deus e tentava preencher esse vazio com drogas, bebidas e mulheres. Por meio do “Movimento Cores”, conheci Jesus e me apaixonei por Ele. Todo aquele vazio foi preenchido e eu não consigo mais viver sem Deus. Tudo mudou, minha vida mudou”

Toda semana, o número de visitantes nas reuniões e encontros aumenta, e cresce também a repercussão nas redes sociais. Para Priscila, o motivo é um só: “O amor. Eles se sentem amados. Eu sempre falo do amor e muitos, especialmente, irmãos na fé, compreendem mal. Mas os meninos e meninas entendem perfeitamente a mensagem de um Deus que os ama e, por amá-los, os transforma em filhos de Deus. O que eu posso dizer é que confio plenamente no agir do Espírito Santo. E em cada pessoa ele age de uma maneira e em um tempo. Ao apresentar a verdade libertadora da Palavra de Deus, deixo que o Espírito convença do que precisa ser convencido. Eu realmente não acredito que é pelo muito falar, ou pela força. Eu acredito no poder transformador do amor. São nesses princípios que o Movimento Cores está pautado”.

Permita que nossa igreja seja um canal abençoador na sua vida. Jesus ama você e deseja ter um relacionamento íntimo contigo para que seu coração seja preenchido de forma plena e sadia.

Fonte: Jornal Atos Hoje 05/06/2016

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