Categorias de Catolicismo

Apesar de afirmarem verbalmente que o papa é o seu líder, existem padres e teólogos católicos que desafiam, publicamente, a autoridade do papa.

Malachi Martin fala de alguns destes em seu livro “The Jesuits:The Society of Jesus and the Betrayal of the Roman Catholic Church” (Os Jesuítas: A Sociedade de Jesus e a Traição à Igreja Católica Romana) (Nota 3). Também existem as freira feministas que desafiam publicamente o papa.

Existem os católicos conservadores que desejam fazer as coisas à moda “antiga”, isto é, conforme eram feitas antes do Vaticano II, inclusive que a missa seja rezada em Latim.

Um grupo ultraconservador conhecido como “True Cahtolic” (Católicos Verdadeiros) acredita que João Paulo II não era um papa legítimo, porque ele tinha promovido a “heresia” (o que contraria a doutrina católica, a qual foi declarada “infalivelmente” pelos papas que o antecederam). Eles crêm que, em razão disso, a cadeira papal ficou vaga. E para sanar esta situação, elegeram outro papa. (Nota 4).

Há teólogos católicos que ensinam a Teologia da Libertação, a qual equipara a “salvação” com a revolução armada. Existem padres católicos guerrilheiros, que lutam ao lado das guerrilhas comunistas, batalhando pela revolução comunista (Nota 5). Como veremos, alguns padres e freiras católicos ensinam coisas totalmente contrárias à doutrina católica. Contudo ainda lhes pemitem ensinar em nome da ICR, mantendo posições de influência e autoridade. (citado em ‘O Espírito do Catolicismo’ Ann Collins – ex-freira)

Existem nove categorias de pessoas católicas romanas no mundo inteiro. As diferenças entre as mesmas não são claras, porque se sobrepõe ou se fundem entre si. Os católicos individualmente não apreciarão nem concordarão necessariamente com esses rótulos. No entanto, nos servirão como definições convenientes para fins de análise:

Catolicismo nominal ou social: o catolicismo romano da maioria não comprometida, aqueles que talvez nasceram ou se casaram na Igreja, mas têm pouco conhecimento da teologia e que são, na prática católicos somente de nome.

Catolicismo Sincretista ou eclético: o catolicismo que está misturado ou foi absorvido, em diferentes graus, pela religião pagã da cultura nativa em que ele existe [como, por exemplo, no México, Brasil (Bahia)]

Catolicismo tradicional ou ortodoxo: o ramo poderoso e conservador do catolicismo romano que sustenta as doutrinas históricas da Igreja, tais como as que foram reafirmadas no Concílio de Trento no século XVI.

Catolicismo moderado: o catolicismo romano do Vaticano II, o qual não é completamente tradicional nem inteiramente liberal.

Catolicismo modernista ou liberal: o catolicismo romano “progressista”, posterior ao Vaticano II, que rejeita até certo ponto a doutrina tradicional.

Catolicismo cultural ou étnico: o catolicismo que freqüentemente é conservado pelos imigrantes na América, aqueles que utilizam sua religião para sentir-se como parte de algo. Eles sentem que não ser católico romano é não pertencer e perder sua nacionalidade e suas raízes.

Catolicismo apóstata ou desviado: aquele que envolve os católicos alienados ou apóstatas, aqueles que em sua maioria são indiferentes à Igreja Católica oficial.

Catolicismo carismático: o catolicismo romano que busca uma maior espiritualidade, por exemplo, o chamado “batismo do Espírito Santo”. É um plágio das igrejas neopentecostais. A chamada “Renovação Carismática Católica”.

Catolicismo evangélico: um grupo ainda que pequeno que permanece dentro da igreja católica, mas que rejeita muitas das doutrinas oficiais do catolicismo. Muitos deles se encontram dentro de grupos da “Renovação Carismática”.

Os tradicionalistas são, sem dúvida, o setor mais influente da Igreja Católica, porque mediante o papa, os bispos e os sacerdotes ortodoxos, ocupam o centro do poder do catolicismo.


(citado em “Os Fatos sobre o Catolicismo Romano” pág. 19-20 John Ankerberg & John Weldon ed. Chamada da Meia-Noite)

3. Malachi Martin, “The Jesuits: The Society of Jesus and the Betrayal of the Roman Catholic Church” (New York: Simon & Schuster, 1987). Malachi Martin recently died. He was a Catholic priest, a Vatican insider, and the personal confessor of Pope John XXIII.

4. True Catholic’s web site has articles about the state of the papacy.
http://www.truecatholic.org

5. Malachi Martin, “The Jesuits: The Society of Jesus and the Betrayal of the Roman Catholic Church” (New York: Simon & Schuster, 1987).

Por Prof. Paulo Cristiano da Silva

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