Terroristas islâmicos convocam jihad após abertura da embaixada em Jerusalém

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Líderes da Al-Qaeda e do Hamas incitam a violência contra Israel e os EUA. Exatamente 70 anos atrás, perto das 16 horas do dia 14 de maio de 1948, o Estado de Israel ressurgia como nação. Após a aprovação das Nações Unidas, a declaração de independência era lida em Tel Aviv.

No dia seguinte, os israelenses foram atacados por seis nações árabes islâmicas, no conflito conhecido como A Guerra da Independência. Os exércitos do Egito, Síria, Iraque, Jordânia, Líbano e Arábia Saudita, atacaram uma minúscula faixa de território que agora era Israel em três frentes. Milagrosamente, foram derrotados pelo pequeno exército israelense.

Desde então, o dia 15 de maio passou a ser conhecido pelos povos islâmicos como Nakba, “desastre” em árabe. Em 2018, a data coincide com o início do Ramadã, mês sagrado do Islamismo. Nos últimos anos, foi durante esse período que aumentaram as convocações de clérigos muçulmanos para que os fiéis se engajem na jihad ou “guerra santa”.

Com a inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém, esse passou a ser o foco de grupos terroristas. Neste domingo (13), o líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, convocou uma jihad contra os Estados Unidos e Israel.

Seu discurso de cinco minutos, divulgado em forma de vídeo pela internet, recebeu o título de “Tel Aviv também é um território dos muçulmanos”. O egípcio que sucedeu o fundador do grupo extremista, Osama bin Laden, após sua morte em 2011, critica a Autoridade Palestina como “vendedores da Palestina” e convoca seus seguidores a pegar em armas contra Israel e os Estados Unidos.

O líder da Al-Qaeda argumenta que os países islâmicos fracassaram em apoiar os muçulmanos quando passaram a integrar a ONU, instituição que reconhece Israel, e ao aceitarem as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas ao invés da sharia, lei religiosa islâmica.

Zawahiri acusou o presidente americano Donald Trump de ser “a verdadeira face da Cruzada moderna” e assegurou que “o apaziguamento não funciona com ele, e sim a resistência através da jihad”.

Ao mesmo tempo, o Hamas, grupo islâmico que governa a Faixa de Gaza, convocou o maior dia de conflitos para esta segunda como parte da “Marcha de Retorno”. Eles anunciaram que esperavam cerca de 100.000 palestinos para derrubarem a cerca da fronteira e promoverem um “massacre” de civis israelenses.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) impediram a propagada invasão esta manhã, em conflitos que deixaram pelo menos 37 mortos e centenas de feridos. Novamente, bombas incendiárias foram jogadas contra o território israelense pelos palestinos.

Imagens divulgadas pelas IDF mostram que manifestantes palestinos voltaram a tentar cortar a cerca de arame e colocar artefatos explosivos, como ocorreu nas últimas sextas-feiras desde que começou a Marcha.

Segundo um vídeo produzido pelas IDF, eles esperam que nos próximos dias os conflitos de intensifiquem na região de fronteira.

Por Jarbas Aragão

Com informações Telegraph e Times of Israel

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