Monumento em Israel pode ter ligação com gigantes bíblicos

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Gilgal Refaim faz referência a Deuteronômio 2. Quem passa pelo monumento de pedra nas Colinas de Golã, no norte de Israel, dificilmente não irá notá-lo. Contudo, os arqueólogos só conseguem entender do que se trata a partir de um mapeamento aéreo.

Os cinco círculos concêntricos não ficam claramente visíveis para quem os vê a partir do solo. Os maiores têm mais de 150 metros de largura, e oito de altura, com uma grande câmara mortuária no centro da estrutura.

As escavações já revelaram que é uma das maiores e mais antigas estruturas da região. Ela possui vários nomes. Em árabe é Rujm el-Hiri, significa algo como “pilha de pedras do gato selvagem”. Mas em hebraico é Gilgal Refaim, ou “círculo dos gigantes”, o que pode ser uma referência a antiga raça de gigantes mencionada na Bíblia.

Os pesquisadores calculam que ela tem cerca de 5 mil anos. Os círculos do Golã são compostos de milhares de pequenas rochas basálticas empilhadas. Juntas, pesam mais de 40 mil toneladas.

“É um local enigmático. Temos pedaços de informação, mas não todo o quadro”, afirma Uri Berger, especialista em túmulos megalíticos da Autoridade de Antiguidades de Israel. Ele admite que todos os cientistas que foram até lá, “são surpreendidos pelo local, e elaboram suas teorias.”

Berger acrescenta que ninguém sabe quem o construiu, mas que provavelmente tem um significado astronômico. Já foi possível identificar que o nascer do sol nos dias mais curtos e mais longos do ano –  solstícios de junho e dezembro – se alinham com as aberturas nas rochas.

Atualmente o complexo está em uma área usada para treinamento militar do exército de Israel, mas nos finais de semana e feriados qualquer visitante pode explorar as edificações e a câmara mortuária.

Israel possui centenas de sítios arqueológicos e históricos, mas é um consenso entre cientistas e arqueólogos que Gilgal Refaím é uma das maiores e mais antigas do Oriente Médio.

Múltiplas teorias

Alguns acreditam que trata-se de um calendário antigo, devido aos alinhamento dos solstícios, ou um monumento usado para observações astronômicas e cálculos religiosos.

Outros acham que foi um tipo de cemitério para pessoas importantes, por causa do espaço dedicado para tumbas na grande câmera no centro.

Em 2010, Michael Freikman, da Universidade Hebraica de Jerusalém, investigou o local e concluiu que ele provavelmente foi construído na Idade do Bronze (1550 a 1200 a.C.), pois coincide edificações do período Calcolítico.

Uri Berger, um especialista em túmulos da era megalítica da Autoridade de Antiguidades de Israel, comenta que cada um dos arqueólogos que estudaram o lugar oferece suas próprias teorias.

Algumas delas possuem conexão direta com os relatos bíblicos. Embora não haja nas Escrituras uma menção direta ao local do monumento misterioso, as colinas de Golã são a parte mais ocidental da região conhecida por séculos como Basã.

Em Deuteronômio 2 é citada uma “terra de gigantes” e no capítulo seguinte fala-se sobre Ogue, seu rei, cuja cama tinha quatro metros de comprimento e um metro e oitenta centímetros de largura. Além disso, os refains são descritos como “uma tribo grande e poderosa, tão alta como os anaquins [gigantes]”.

Por Jarbas Aragão

Com informações de Israel Noticias

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