Os santos fazem milagres?

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Geralmente os católicos fazem referências aos milagres dos “santos” para se defenderem. Mas, Apocalipse 16.19; 2 Tessalonicenses 2.9; Apocalipse 13.13 e Mateus 24.24 provam que não é bom negócio nos conduzirmos cegamente por milagres. Os católicos precisam saber que há muitos “prodígios” no Kardecismo, na Umbanda, no Candomblé, no Espiritismo europeu, na Igreja Messiânica Mundial, no Budismo, bem como em muitas outras religiões e seitas. Estão todas certas?

Já dissemos e provamos à luz da Bíblia e da História que os “cristãos” fizeram uma mistura de Cristianismo com o paganismo e que desse sincretismo surgiu o que hoje se conhece pelo nome de Igreja Católica Apostólica Romana, a qual, através do que seus adeptos chamam de culto aos santos e às imagens, perpetua o paganismo. Isto já está provado. Provamos inclusive que o clero católico não ignora isso. Contudo, voltamos a exibir provas de que esta afirmação é feita baseada na História Universal e também na Bíblia. A História Universal nos fala da mitologia greco-romana, babilônica, africana, etc., segundo as quais existia (e em alguns lugares ainda existe) um deus ou deusa para cada coisa, enquanto a Bíblia nos dá os nomes de alguns desses deuses, confirmando a História. Ei-los: Dagom (Juízes 16.21-30), Moloque (1 Reis 11.7), Diana (Atos 19.23-37), Rainha do Céu (Jeremias 7.18; 44.17), etc.

É bom lembrarmos que a Bíblia não ensina que as almas dos mortos salvos estejam em condição de ouvir as nossas orações e repassá-las para Cristo. Onde está escrito na Bíblia que Maria, a mãe de Jesus, ou quaisquer outros servos de Deus tenham recebido, ao morrerem, o atributo da onipresença? Claro, para que tais santos atendam as orações dos seus devotos, que de todas as partes do mundo oram a eles simultaneamente, necessário se faz que sejam onipresentes ou dotados de onisciência, para deste modo tomarem ciência lá do Paraíso Celestial, onde estão, das preces de seus pedintes, bem como para se certificarem se seus orantes estão ou não orando com fé, já que a Bíblia diz que sem fé não se obtém a graça pedida. Logo, sendo esse negócio de orar a Maria, ou a qualquer cristão canonizado pelos papas, uma doutrina estranha à Bíblia, nos resta saber de onde veio isso. E, como já vimos, veio do paganismo. Não foi lendo a Bíblia que os católicos aprenderam isso. É por isso que os padres não cessam de citar a tal de “Tradição” para se defenderem, quando, empunhando Bíblias, anunciamos que o Catolicismo não é bíblico. Ora, é muito estranho Deus não ensinar uma única vez, em toda a Bíblia, o livro que se proclama completo (Apocalipse 22.18,19), capaz de nos preparar para toda a boa obra (2 Timóteo 3.14-17), e nos conduzir à vida eterna (Jo 20.30-31), a mediação dos santos. Não é isso curioso?. É, sim, muito lógico concluirmos que, se os servos de Deus que morreram, estão em condição de ouvir as nossas rezas e repassá-las para Cristo, como o ensinam os padres, que essa doutrina esteja exarada nas páginas da Bíblia. Mas, pasme o leitor, a Bíblia não ensina isso nem mesmo vagamente. Pelo contrário, a Bíblia nos diz que Abraão nem mesmo nos conhece, isto é, ele nem sabe que existimos (Is 63.16). Essa doutrina é oriunda da arbitrariedade dos papas que, dizendo-se infalíveis em matéria de doutrina, se vêem no direito de pregar o que bem entendem. Mas, como disse Jesus, “se um cego guiar o outro, ambos cairão no barranco”(Mateus 15.14). Logo, não os sigamos, pois do contrário, cairemos no buraco com eles, isto é, iremos com eles para o Inferno.

Cremos piamente que se os santos estivessem em condição de atuar como medianeiros entre Cristo e nós, que isso teria sido registrado na Bíblia, visto estar escrito que “o Senhor Jeová não fará coisa alguma sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3.7). Sim, se Deus elevou os santos a medianeiros, então Ele mandou os profetas registrar isso. E, se isso não está registrado, é porque se trata duma doutrina espúria. Isto é o que diz Amós 3.7, acima transcrito. Isaías 8.20 também revela que toda doutrina tem que estar respaldada pela Bíblia. Caso contrário, é sofisma: “À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra nunca verão a alva”.

Uma prova de que não é um procedimento cristão orar aos santos, pedindo a eles que roguem por nós, é o fato de o povo de Deus nunca ter recorrido a esse expediente uma só vez sequer. Talvez alguém alegue a possibilidade desse fato ter ocorrido, sem, contudo, ter sido registrado. Mas o registro de inúmeras orações bíblicas, das quais citamos uma minúscula parte em 1.2.2, é prova cabal de que não podemos admitir tal possibilidade nem mesmo remotamente. Por que não encontramos um só versículo falando da mediação dos santos? Por que os apóstolos não oraram uma só vez a Isaías, a Malaquias, a Ezequiel, a Elias, a Moisés, a Abraão, a Abel, a Noé e assim por diante? E se oraram aos profetas, por que não foi registrado? E, se alguém disser que tais rezas constam só da Tradição, perguntamos: Por que Deus empreenderia selecionar, para fins de registro, somente as orações a Ele? Será que não se está inventando moda? Vale a pena fazer isso? Lembre-se: Provamos acima que o que Deus quer que saibamos para sermos salvos e servirmos a Ele como convém, está registrado na Bíblia. Logo, a Bíblia nos basta.

Antes da degradação datada do IV século, que deu origem ao Catolicismo, já existiam alguns “cristãos” pregando heresias de arrepiar, como o batismo pelos mortos (século I [1Co 15.29]), a libertinagem (século I [Jd 4]), a negação da ressurreição (século I [2Tm 2.18]), orações à “Mãe de Deus” (século III), etc. Logo, o que ocorreu no início do 4º século não foi o surgimento das heresias entre os cristãos, mas sim, o aumento do número de falsos cristãos entre os fiéis, o que facilitou a inserção das heresias no corpo de doutrinas da sobredita Associação de Igrejas.

Os líderes da referida Associação de Igrejas tornaram-se mais tarde tão endiabrados que, além de coagir os pagãos à conversão ao “cristianismo” (como vimos acima), passaram a matar os cristãos que ousavam discordar de suas esdrúxulas doutrinas. Sim, o “cristianismo” oficial, cujos líderes (papas) durante séculos exerceram autoridade até sobre muitos reis e governadores, promoveu fortes perseguições aos verdadeiros cristãos. Criou-se uma tal de “Santa Inquisição”, que de santa só tinha o nome, para julgar e torturar até à morte os verdadeiros cristãos, bem como todos os que divergissem da religião oficial, que a essa altura tornara-se conhecida pelo nome de Igreja Católica Apostólica Romana. Referindo-se a isso, disse o Doutor Marcos Bagno: “…Como se sabe… depois da instituição do cristianismo como religião oficial do império romano…Quem se desviasse desses dogmas era acusado de heresia e condenado às mais diversas punições, como o exílio, a prisão, a tortura e a morte na fogueira…” (Marcos Bagno. Preconceito Lingüístico, 23ª edição, abril de 2003, Edições Loyola: São Paulo, página 156. Ênfase no original [Obs.: O Dr. Marcos Bagno pronunciou assim de passagem, pois o livro de sua autoria, do qual fazemos esta transcrição, versa sobre o vernáculo português, e não sobre a Igreja Católica).

Como sabemos, o Império Romano Mundial não mais existe. Mas a referida “igreja” inovadora tem um pequeno (porém muito rico) país chamado Vaticano.

Os “cristãos” inovadores não se limitaram às inovações que eles trouxeram no início do 4o século, como veremos neste e nos demais capítulos deste livro.

No século XVI, os “cristãos” inovadores sofreram um violento golpe, pois alguns de seus líderes, lendo a Bíblia, concluíram que estavam enganando e sendo enganados. E por isso pregaram dentro das igrejas católicas o que alguns grupos cristãos já vinham fazendo há séculos, em meio às torturas e morte nas fogueiras da “Santa” Inquisição. Os papas tentaram e tentam refrear este movimento, mas não conseguem, porque “O SENHOR DOS EXÉRCITOS ESTÁ CONOSCO”, afirmam os integrantes deste mover de Deus!

Extraído do livro “Análise Bíblica do Catolicismo Romano” – PASTOR JOEL SANTANA

Por Artigo compilado

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