Idolatria ou inveja

Idolatria ou inveja

É lamentável ver pessoas, supostamente crentes, criticando publicamente nas redes sociais, irmãos que vão a eventos de música evangélica ou que vão em massa assistir a determinado pregador. Esses críticos dão a entender que está havendo uma idolatria por esses cantores ou pastores famosos.

É bem apropriado o ditado que diz que quem não faz vira crítico. Quem não escreve livros, torna-se crítico literário, quem não canta para Deus, não prega, não evangeliza, não faz nada, resta ser crítico murmurador. Há um ditado que diz: “Quem não trabalha, atrapalha”. Provavelmente, esses fiscais nunca levaram nenhuma pessoa a Cristo, talvez nem eles mesmos.

Alguns, com ciúme, provavelmente, dizem que as pessoas ao irem a esses eventos estão seguindo o homem. Imaginemos bem, se Judas e o apóstolo Paulo estivessem vivos e pregando em alguma cidade, é claro que as multidões acorreriam para ver Paulo e isso não é idolatria, não é correr atrás do homem, aliás, é correr do homem traidor, para estar próximo de quem é ungido. O próprio apóstolo Paulo também foi vítima da inveja quando a multidão vinha ouvi-lo falar de Jesus: “No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a Palavra do Senhor. Quando os judeus viram a multidão, ficaram cheios de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo estava dizendo” (Atos 13.44-45).

Parece que há muito mais críticas aos irmãos que fazem sucesso no Reino de Deus, do que aqueles que só dão problemas na igreja e que muitas vezes são até descrentes. Só pode ser por que o sentimento de inveja fala mais alto do que o amor pelas almas perdidas que são alcançadas nesses eventos.

O falso pastor cria vaquinhas de presépio que o idolatram, mas o bom pastor cria ovelhas que o seguem: “E,

quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos” (João 10.4-5).

Portanto, não venham me dizer que esses cantores ou pregadores estão a serviço de Satanás, porque se assim

for, fracassarão logo: “E agora digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus” (Atos 5.38,39).

Além do mais, pelo grande número de conversões a Cristo – pois não vejo ninguém dizendo que está se convertendo a beltrano ou a sicrano – e tantas vidas que são transformadas por meio das pregações e do louvor, seria de se supor que Satanás é retardado, pois estaria fazendo a obra de Deus, salvando almas do fogo eterno. Portanto, é bom que os críticos façam também uma autocrítica antes de apontarem o dedo: “Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!” (Mateus 7.20).

Além do mais, não importa a motivação de cada um para pregar a Palavra de Deus, se por inveja, por vanglória, por dinheiro; o que importa é que almas sejam salvas e Cristo exaltado. Parece que o apóstolo Paulo concorda com isso: “Mas, que importa? O importante é que de qualquer forma, seja por motivos falsos ou verdadeiros, Cristo está sendo pregado, e por isso me alegro. De fato, continuarei a alegrar-me” (Filipenses 1.18).

O grande perigo é, como já disse, não fazer nada para o Reino e atrapalhar a obra de Deus, como os fariseus que ficavam na porta, não entravam e não deixavam ninguém entrar. Cuidado para não ser achado combatendo contra Deus!

Pr. Lúcio Barreto (pai)

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